Busca por sentido no trabalho gera Novas Economias

Você já ouviu falar em novas economias? A tal da economia compartilhada, colaborativa, multimoedas e organizações horizontais? Se você ainda não conhece, vale a pena saber que existe luz no fim do túnel daquele emprego massante.

Para descobrir mais sobre o assunto, fui atrás dos especialistas no assunto, a Cuidadoria. O nome é bem sugestivo, como eles mesmos dizem “a economia do cuidar é um modelo baseado na confiança e no fazer junto, no qual saímos do paradigma do consumo e assumimos a responsabilidade por cuidar dos nossos recursos humanos, emocionais e naturais, de forma a possibilitar o desenvolvimento de organizações que operem como um sistema vivo.”

Tudo parece muito lindo né? Todo mundo trabalhando feliz, ganhando dinheiro de forma honesta e com significados de vida. A grande questão é: como colocar em prática?

Passamos anos de nossas vidas aprendendo a maximizar os lucros das empresas, independente da área na qual você atua e quanto mais alto seu cargo e melhor remunerado você é, mais perto de “ganhar a vida” você alcançou, mas, e quando tudo isso deixa de ser glamour e começa a virar tortura? Acordar dia após dia para trazer mais dinheiro aos acionistas não é bem a vida dos sonhos, né?

Conversando com a Fernanda, cofundadora da Cuidadoria, percebi que estamos tão enraizados aos aprendizados das instituições que a transformação para esse novo olhar só acontece de dentro para fora. Ela por exemplo, trabalhou 12 anos em corporações e sentia que vestia uma armadura para continuar ali – detalhe que ela trabalhava na Odebrecht no momento do escândalo – pois quando ela olhava pro lado, via medos e inseguranças velados pois ninguém tocava no assunto pra não perder o emprego. Foi aí que sua vida virou de cabeça pra baixo. Pediu demissão e foi buscar novas formas de trabalhar. Conheceu então, o livro “Reinventando Organizações” do Frederic Laloux que acabou virando base para o que viria a ser seu próximo passo, fundar “uma empresa de educação experiencial que desenvolve pessoas e organizações para a liderança do futuro emergente nas novas economias.”

Hoje a Cuidadoria é um empreendimento com 5 pessoas dedicadas a disseminar informações sobre essas novas práticas que não focam só na grana, mas também nas pessoas envolvidas, através de eventos e cursos.

IMG_5066Um desses cursos aconteceu no dia 18 de Abril, em São Paulo com o palestrante Alexandre Pellaes. Ele, que é um pesquisador do mundo do trabalho e fundador da Ex-Boss, começou falando justamente do que dos gatilhos que, em geral, movem as pessoas: status, aprendizado, qualidade de vida, dinheiro e impacto.
Alexandre contou que, ao longo de sua vivência em corporações multinacionais, foi descobrindo algo muito crucial: a necessidade de revisitar a maneira como nos relacionamos com o trabalho. Em suas pesquisas, o primeiro ponto que ele questiona é a diferença entre emprego e trabalho. O emprego, que é um vínculo mais simplista entre duas pontas (empregador e empregado), encaixota as pessoas em cargos e salários, limitando tanto a nossa capacidade de entrega quanto a possibilidade de realização pessoal por meio do trabalho.
Ao mudar essa forma de olhar, podemos passar a enxergar o trabalho como uma forma de usar a estrutura para entregar o que nos move, reforçando inclusive a nossa própria estrutura psicológica.
Veja aqui um resumo do que o Alexandre contou e se inspire para promover as mudanças necessárias no seu contexto para trazer mais significado à sua vida:

 

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Escrito por Damaris Souza e Viviane Noda

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