Festival Setor Criativo Sul reúne protagonistas da alimentação sustentável em Brasília

Mesa vai reunir quem faz, pensa e vive falando de comida saudável em Brasília

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Se tem um tema que abrange praticamente todos os assuntos que a gente toca aqui no PorQueNão?, é alimentação. Pensa comigo: a gente come umas três vezes ao dia, todos os dias. Então, nada mais natural do que a comida sair do prato e invadir os mais diversos conteúdos: economia, organização, cidadania, bioconstrução… saúde, então, nem se fala. O painel de alimentação do Festival Setor Criativo Sul só não será o melhor porque todos serão sensacionais. Mas, pessoalmente, é um dos que mais me fala ao coração.

Primeiro, o rango em si: o Buriti Zen não é um restaurante, é uma experiência. Lá se reúnem todos os interessados em alimentação saudável da cidade, e por lá passam os eventos mais bacanas –  seja antes, durante ou depois deles. O Seminário de Construção de Mercados para Alimentos Bons, Limpos e Justos na Região Centro-Oeste do Brasil  terminou em um almoço lá, o curso de agroecologia na maior agrofloresta urbana do país almoçou lá no sábado e recebeu marmita de lá no domingo, as reuniões da Rede CSA Brasília costumam ser lá. Sempre saboreando os pratos deliciosos criados pela chef Ana Paula Boquadi.

Mostrando que o assunto é circular e orgânico como seus pratos, ela conta que sua visão do veganismo também passa pela permacultura: “o primeiro ambiente que você cuida é o corpo. Daí você parte para cuidar do macro. E esse cuidado passa pela alimentação.” Permacultura, aliás, será o assunto de uma palestra que também vai acontecer no Festival e será ministrada pelo Sérgio Pamplona, bioarquiteto e permacultor do Sítio Nós na Teia, que fica nos arredores de Brasília. Também, o curso de agroecologia citado no parágrafo acima terá a Julia Maciel representando o Projeto Re-Ação no Painel de Agricultura Urbana do Festival.

Voltando à mesa (do painel de alimentação), outra participante ilustre será a Tainá Zaneti, representando o Slow Food Cerrado, movimento que surgiu como contraponto do Fast Food e prega a comida cultivada, preparada e saboreada com cuidado. Com o mote de “alimento bom, limpo e justo”, o grupo protege o bioma tão rico em que vivemos e tem muito o que contar sobre o impacto que comprar comida produzida perto de casa pode provocar na gente e no mundo. Para entender melhor, fica a dica: saboreie o que a Tainá terá a dizer no Festival.

Por falar nesse bioma tão cheio de sabores que nos cerca, a Central do Cerrado, cooperativa formada por 35 organizações comunitárias de sete estados brasileiros, tem um trabalho incrível que muda a vida de quem coleta os frutos da nossa diversidade e também vai participar do painel. Boa oportunidade para entender os avanços sociais e o significado que a organização do extrativismo sustentável tem na vida das famílias em geral e das mulheres em especial.

Outra forma inovadora de conectar quem produz e quem consome estará no painel, representada pela Renata Navega, da Rede CSA Brasília. CSA é a abreviação de Comunidade que Sustenta a Agricultura, uma tecnologia social que é disruptiva ao subverter as leis do mercado, transformando a cultura do preço em apreço. Quer entender isso melhor? O PorQueNão? tem vídeos e textos sobre o assunto, mas fica aqui o convite para degustar a explicação com direito a debate e reflexão.

A medidadora será a nossa, a musa, a fofa do PorQueNão? Bruna Oliveira, que fala de alimentação, PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e outros assuntos, a maioria deles comestíveis, nos vlogs e textos do nosso canal e concorridos cursos que a gente faz na vida real. Além de cozinheira das boas, a Bru é nutricionista, pesquisadora na Fiocruz Brasília e mestranda em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural na Universidade de Brasília.

O Painel de Alimentação irá acontecer no dia 04 de agosto, sábado, às 9 horas. Para mais informações e ingressos, consulte a programação completa do Festival Setor Criativo Sul.

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luciana

Luciana Sendyk escreve. Livros (autorais ou de terceiros), textos, anúncios, sites, blogs, peças de teatro, projetos diversos e, especialmente, aqui no PorQueNão?.Sanitarista de formação, ecossocialista por opção e vegana por ideologia, feminista e engajada, o que não falta é tema para redação. Acredita que escrever é um ato político e que atuar pode transformar o mundo.

 

 

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