O afeto é revolucionário

Muita gente tem tomado a consciência de que vivemos em um sistema insustentável. Em outras palavras, tudo isso que a humanidade construiu por séculos, tende, agora em 2016, à auto-destruição. (EEEITA PREULA! Tenso, né? Mas respira, relaxa e prossiga)

Mas qual será o principal alimento desse sistema? Talvez, cavando bem fundo, sejam os sentimentos de divisão que moram dentro de cada um de nós: a competição, a discórdia, o ódio… esses que são tão incentivados por diversos meios, desde a comunicação até na “educação” e no trabalho.

O que seria, então, mais revolucionário nessa nossa conturbada época que o afeto? Que o amor? Que o carinho? Que a cooperação? Que todos os sentimentos que unem?

“AAH HIPPIE INOCENTE DE MERDA!!11” – bradaria “O Furioso” – personagem comum dos dias atuais – ao ouvir tais indagações.

De fato pode parecer inocência falar em amor e afeto em um momento que os embates políticos e ideológicos muitas vezes terminam em brutalidades absurdas; muitas vezes em morte, guerras. Essa realidade deprimente.

E é justamente por isso que me parece cada vez mais claro que uma verdadeira “revolução” só virá com a assimilação crescente desses sentimentos de união; desde o nível individual até o coletivo.

Ela só virá quando tivermos uma grande massa crítica capaz de atuar pelo próprio bem e pelo bem comum. Capaz de eleger políticos igualmente críticos e dispostos a liderar mudanças estruturais que deixassem nossas vidas cada vez mais propensas à união; e não à corrupção(essa triste “parceria degenerativa”, essa triste co-rupção) que se alastra por todas as veias do nosso sistema, mas que não passa de um sintoma de uma doença que é muito maior.

O afeto é revolucionário. O amor pode mudar radicalmente o mundo para melhor. Sem contar que é tão gostoso amar e se sentir amado, né? Seguindo as leis da natureza: só os cultivando para multiplicá-los.

E não é “SE NÃO AMAAAAR VOCÊ VAI É PRO INFEEEERNOO”(em caixa alta pra você ouvir na sua cabeça algum pastor xarope que ganha dinheiro no grito). É simplesmente assim: se não começarmos a cultivar mais o afeto, o amor, o carinho e todo o sentimento que nos une, é muito provável que nossa civilização – agora globalizada – não vá muito longe.

Tipo assim: imagina um mundo com Donald Trump presidente dos EUA, Bolsonaro presidente do Brasil, Kim Jong-un ditando as bolas lá na Coréia do Norte, o Estado Islâmico no comando do oriente médio, corporações que destrõem o meio ambiente e tem cada vez mais poder na política de todos os países, os ricos concentrando cada vez mais riquezas… metade disso já é realidade. Dói só de pensar. De saber que essas pessoas profundamente doentes e possuídas pelo ódio e pela ganância controlam(ou estão para controlar) países, grandes multinacionais; caminhos a serem seguidos por bilhões de pessoas. Um caminho que tende – sem meias palavras – à destruição.

Para isso, nada melhor que o amor e seus derivados! Bóra se amá povo! Que só o amor e seus derivados podem revolucionar essa porra toda! E bora fazer amor ativo! Político! Tipo um suruba global do bem.

O planeta Terra, a Vida e todo ser humano que ainda há de nascer nesse planeta agradece de antemão. Valeu.

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